quarta-feira, 19 de março de 2008

CARTÃO DE VISITA

Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário que lia um livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou: - O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices? - Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado? - Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem em Deus. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso. - É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia? - Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência. O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba. No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França. "Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima". (Louis Pasteur) (Fato verdadeiro, ocorrido em 1892, integrante da biografia de Pasteur.)

terça-feira, 18 de março de 2008

O jogo de Pollyanna

(...) — Mas que susto me pregou, Miss Pollyanna — gritou Nancy enquanto corria em direção ao rochedo ao longo do qual Pollyanna tinha acabado de deslizar. — Assustou-se? Ah, desculpe, mas não precisa de se preocupar comigo, Nancy. O pai e as senhoras da caridade também se preocupavam, até que se convenceram de que eu voltava sempre bem. — Mas eu nem sabia que se tinha ido embora! — exclamou Nancy, enquanto agarrava na mão da menina, apressando-se a descer o morro. — Não a vi sair, nem ninguém viu. Até parece que voou do telhado. — É verdade, quase que voei, desci pela árvore! Nancy parou bruscamente. — Desceu por onde? — Desci pela árvore, junto à minha janela. — Minha Nossa Senhora! — exclamou Nancy, recomeçando a correr. — Nem imagino o que a sua tia dirá quando souber! — Não faz mal, eu digo-lhe — prometeu a menina alegremente. — Por favor, não lhe diga nada! — Por que, não me diga que ela se preocupa com isso! — respondeu Pollyanna imperturbável. — Não... Sim. Não importa. Estou muito preocupada com o que ela possa dizer — disse Nancy determinada a evitar que Pollyanna fosse repreendida. Mas é melhor despacharmo-nos, tenho que lavar a loiça. — Eu ajudo — prometeu logo Pollyanna. — Oh, Miss Pollyanna! Não pense nisso. Por momentos, fez-se silêncio. O céu escurecia rapidamente. Pollyanna agarrou-se com mais firmeza ao braço da sua amiga. — Apesar de tudo, acho que estou contente por você se ter assustado, porque assim veio à minha procura. — Pobre cordeirinho! E deve estar cheia de fome. Receio que tenha de comer apenas pão e leite na cozinha comigo. A sua tia não gostou nada que não tivesse descido para o jantar. — Mas eu não podia. Estava lá em cima. — Sim, mas ela não sabia isso — observou Nancy. — Tenho pena que tenha de ser pão e leite. — Não faz mal. Eu estou contente. — Contente? Por que? — Porque gosto de pão e de leite e gosto de comer consigo. Não tenho dificuldade nenhuma em estar contente com isso. — A menina parece que não tem dificuldade em ficar contente seja com o que for — respondeu Nancy, recordando as tentativas de Pollyanna para ficar contente com o quartinho do sótão. Pollyanna sorriu docemente. — Pois o jogo é mesmo isso. — O jogo? — Sim, o “jogo do contente”. — Mas de que está a falar? — É um jogo. O pai ensinou-mo e é muito giro — respondeu Pollyanna. — Sempre o jogamos, desde que eu era pequena. Ele ensinou-o também às senhoras da caridade e algumas delas também o jogavam. — Mas o que é? Não sou muito de jogos. Pollyanna riu de novo mas à luz do crepúsculo o rosto dela parecia tristonho. — Começamos a jogá-lo quando recebemos umas muletas na coleta da missão. — Muletas? — Sim. Eu queria uma boneca e o pai escreveu-lhes, pedindo-a. Mas, quando a encomenda chegou, não tinham mandado nenhuma boneca e sim umas muletas de criança. Uma senhora enviou-as pensando que elas podiam ser úteis a alguma criança. E foi assim que começamos. — Mas não consigo perceber que jogo é que pode haver nisso — disse Nancy quase irritada. — O jogo era exatamente encontrar alguma coisa com a qual estar contente, não importa o quê — respondeu Pollyanna com ar sério. — E começamos naquela altura, com as muletas. — Meu Deus! Não vejo nada para estar contente. Recebeu um par de muletas quando queria uma boneca! Pollyanna bateu as palmas. — É isso — gritou ela — eu também não percebi logo. Teve que ser o pai a dizer-me. — Bom, então espero que também me diga — retorquiu Nancy impaciente. — Pois o jogo é ficar contente por não precisarmos delas! — exclamou Pollyanna triunfante. — Vê, é muito fácil quando sabemos como fazer! — Mas que coisa estranha! — exclamou Nancy, olhando Pollyanna com ar receoso. — Não é engraçado? É giríssimo — continuou Pollyanna entusiástica. — Desde então passamos a jogá-lo sempre. E quanto mais difícil é, mais divertido se torna resolvê-lo. Só que, por vezes, custa muito. Como, por exemplo, quando o meu pai foi para o céu e não ficou mais ninguém senão as senhoras da caridade. — Ou quando a metem num quartinho no sótão quase sem nada lá dentro — resmungou Nancy. Pollyanna disse que sim com a cabeça. — Essa foi um pouco difícil ao princípio — admitiu ela. — Especialmente quando eu estava tão só. Não me apetecia continuar a jogar e naquela altura estava à espera de coisas boas! Lembrei-me, então, de como detestava ver as minhas sardas no espelho e vi aquela linda vista da janela. Percebi logo que tinha descoberto coisas para ficar contente. Quando estamos à procura de coisas boas para ficarmos contentes esquecemo-nos das outras. Como da boneca que eu queria. — Estou a perceber — respondeu Nancy, engolindo em seco. — Mas normalmente não leva muito tempo. E muitas vezes já penso nelas quase sem pensar. Habituei-me a fazer este jogo. Eu e o pai gostávamos muito dele. Se calhar agora vai ser um pouco mais difícil porque eu não tenho ninguém com quem jogar. Talvez a tia Polly jogue comigo — acrescentou ela pensativa. — Minha Nossa Senhora! — murmurou Nancy entre dentes. Depois disse mais alto: — Ouça, Miss Pollyanna, eu não sei se consigo jogar bem, mas se quiser posso tentar jogar consigo! — Oh, Nancy! — exultou Pollyanna. — Isso é esplêndido, vamos divertir-nos imenso. — Sim, talvez — condescendeu Nancy com algumas dúvidas. — Mas não deve depositar grandes esperanças em mim. Nunca fui muito boa em jogos, mas vou fazer o possível. Há de ter alguém com quem jogar — concluiu ela enquanto entravam as duas juntas na cozinha. Pollyanna comeu o seu pão e bebeu o seu leite com muito apetite. Depois, por sugestão de Nancy, dirigiu-se à sala de estar onde a tia estava sentada a ler. Miss Polly levantou os olhos com firmeza. — Já comeste o teu jantar, Pollyanna? — Sim, tia Polly. — Tenho muita pena de me ter visto obrigada a mandar-te para a cozinha comer pão e leite. — Não faz mal, estou muito contente com isso, tia Polly. Gosto muito de pão e leite e também da Nancy. Não se preocupe. (...) Pollyanna (Eleanor H. Porter )

sábado, 15 de março de 2008

Evolução da matemática no Brasil....

Semana passada uma senhora comprou um produto que custou R$ 1,58. Deu à balconista R$ 2,08 para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente, sem saber o que fazer. A senhora, então, explicou que ela tinha que dar 50 centavos de troco, mas a balconista não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela,aparentemente, continuava sem entender. Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim: 1. Ensino de matemática em 1950: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro? 2. Ensino de matemática em 1970: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro? 3. Ensino de matemática em 1980: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro? 4. Ensino de matemática em 1990: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro: ( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00 5. Ensino de matemática em 2000: Verdadeiro ou Falso ( )Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. 6. Ensino de matemática em 2007: Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00, que representa o lucro. ( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

sexta-feira, 14 de março de 2008

um dia apos o outro...

ξϊЗღ APRENDER... Aprendi que crescer não significa fazer aniversario. Que o silencio é a melhor resposta quando se ouve uma bobagem. Que trabalhar não significa só ganhar dinheiro. Que amigos a gente conquista mostrando o que somos. Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim. Que a maldade se esconde atrás de uma bela face. Que a natureza é a coisa mais bela da vida. Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada. Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos. Que se pode conversar com as estrelas. Que se pode confessar com a lua. Que se pode viajar até o infinito. Que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saúde. Que dar carinho também faz...Que sonhar é preciso. Que se deve ser criança a vida toda. Que nosso ser é livre. Que Deus não proíbe nada em nome do amor. Que o julgamento alheio não é importante e que o que realmente importa é a paz interior. E finalmente, aprendi que não se pode morrer pra se aprender a viver... " ξϊЗღ Shakespeare